quinta-feira, 28 de abril de 2011

Do medo



O medo é a música que meus ouvidos não querem ouvir.

Mesmo se estiver baixo demais, o medo é um som provido simplesmente de susto, frio na barriga, de incompreensão.
O medo te faz um corajoso tímido, um guerreiro com receio da espada, um cavalheiro com pavor da batalha, um turista no meio da mata, um tiro na escuridão.
Do medo simplesmente não quero nada. Nem arrepios. Nem aperto no coração.
O medo ás vezes me faz não encarar a vida como ela é. O medo me rouba obstáculos, me faz um velho reumático, o medo me priva o caminho para cada pé.
O medo me faz não dizer o que tem que ser dito, ele não me faz amigo e nem inimigo. Ele simplesmente me faz esquecer de quem eu sou e do que não sou. O medo me faz uma folha da qual o vento já levou. Me faz um rabisco no papel da qual o tempo apagou. O medo me faz um nada, um nada que restou.
Do medo mesmo eu não quero nem meia palavra, só quero páginas viradas rumo á felicidade que pede meu coração.